Diário do Ashram – Dia 3

11.12 – Sexta-feira

Hoje a preguiça bateu e não fui na yoga da manhã. Levantei a tempo pro café e me surpreendi com o que foi servido: arroz doce! haha. Acho que é coisa de asiático isso, não sei. Enfim, era arroz integral e não era tão doce quanto o brasileiro (muito provavelmente não usam leite condensado). Pra acompanhar tinham nectarinas cortadas ao meio assadas com nozes, açúcar mascavo e canela no buraco da semente. Uma delícia!

Como hoje fui pra fazenda não fiz o Karma Yoga. Passei a manhã toda arrancando ervas daninhas e papeando com a galera que foi pra lá também. Hoje o Will (aquele que a esposa e filhos estavam visitando) me contou mais da história dele e de como veio parar aqui como residente. Basicamente o que aconteceu foi que ele tinha um emprego de Chef, com um bom salário e ótimas perspectivas de vida. Tudo estável, menos a mente e espírito. Ficou depressivo. Quando já estava num momento em que a esposa já não sabia mais o que fazer pra ajuda-lo, ela que até então nunca foi religiosa, sentiu dentro dela que ele deveria vir pra cá. Ela não sabia nada a respeito do Ashram, só viu uma placa certa vez quando passaram de carro aqui por perto. Ela então ligou aqui, contou o que estava acontecendo e fez as malas dele. Ele veio, se curou da depressão e agora vive em paz. Isso foi há uns 3 anos atrás mas ele está morando aqui definitivamente há 3 meses só. Hoje Amy e os meninos voltaram pra casa mas logo voltam pras festas de fim de ano. Vão vender a casa e fazer voluntariado pelo mundo, os cinco  ❤ Ano que vem vão pra Costa Rica e vão ficar um tempo pela América Central, talvez desçam para o Brasil.

Em falar em histórias motivadoras, conversei mais com a Francesca hoje, a italiana. A história deles é parecida. Dom cansou do emprego estável que pagava bem e esperou quase um ano até ela também estar pronta pra que largassem tudo. Venderam tudo que tinham e seguem viajando e voluntariando. Tudo que eles possuem hoje de bens materiais está nas mochilas que carregam e uma única caixa com documentos e fotos na casa da mãe dela. Eles são de Venice [que eu achei que fosse algum lugar qualquer na Itália até que descobri que era Veneza hahaha] e ela me ofereceu hospedagem na casa dos pais dela e um tour especial se ela estiver por lá, maravilhoso não?! ❤

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Voltando ao ashram depois do almoço trabalhei na cozinha. Nada de muito diferente exceto pelo tamanho das panelas, fogão e utensílios hahaha. Não cheguei a cozinhar, só ajudar no preparo e limpar, claro. Como a equipe que está na cozinha tem que preparar tudo a tempo dos outros grupos chegarem pra refeição, não podemos todos parar pra ir para as sessões de yoga então vão uma ou duas pessoas em cada uma das duas atividades. eu fui na das 4pm que só acontece nas sextas e como era minha única sexta lá, fiz questão de ir. Era uma celebração onde eles cantavam lindos mantras e ofereciam flores e sentimentos num pequeno altar no centro da sala, parece que normalmente é feito com fogo mas como o calor estava absurdo resolveram fazer o de flores hoje. Todos sentaram no chão em volta do altar que tinha uma bacia onde as flores eram colocadas. Velas, incenso e mais flores enfeitando o altar (todas diretamente dos jardins do ashram). É uma celebração muito tranquila e bonita. Chama Deva Havan e durou quase uma hora. Voltei pra cozinha, jantei e teve outra atividade. Que também acontece todas as sextas. Essa chama Kirtan e é mais por diversão mesmo. Novamente nos sentamos no chão em torno do altar e cantamos vários mantras, dessa vez mais agitados. É uma roda de música entre amigos mesmo. Cada novo mantra era uma nova pessoa no harmonium e mais alguns instrumentos pra acompanhar que passavam de mão em mão entre todos. Até eu toquei um deles, uma espécie de mini prato de bronze que se prende aos dedos por elásticos e você bate um no outro. Foi muito divertido, relaxante e me deixou com uma paz gigantesca 😀

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O dia acabou mais tarde hoje por conta do Kirtan mas tenho a manhã de folga amanhã então tudo bem hehe. Maaass tenho que apagar a luz hehe.

Hari om _/\_

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M.

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Diário do Ashram – Dia 2

10.12 – Quinta-feira

Acordei às 5 da manhã para a aula de yoga das 5:30, essa aula é bem tranquila, ótima pra começar o dia. Às 7am é servido o café da manhã e às 7:45 tem o Chanting que é basicamente a prática de cantos (mantras) em sânscrito. Uma pessoa toca um harmonium e canta uma frase sozinha, então todos repetem, esse ciclo dura uns dez minutos variando um pouquinho o ritmo. É lindo de ouvir e difícil de cantar haha.

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Às 8am nos reunimos no pátio para separar os grupos para cada trabalho. Durante uma hora todos participam do Karma Yoga que seria algo que evitamos de fazer no dia a dia, no caso do Ashram essa hora é usada para a limpeza e organização de áreas comuns, somente o grupo que vai para a fazenda que não participa pois vão direto pra lá. Eu limpei os banheiros da área da recepção junto com uma residente chama Yoga alguma coisa, não entendi direito sei que começa com yoga hehe. O nome de nascença dela é Fiona mas quando fez a iniciação, recebeu um nome em sânscrito. Aparentemente algumas pessoas mudam de fato, na justiça.

Às 9am nos reunimos novamente pra dividir os grupos de trabalho. Tem um rápida reunião onde algum residente explica algumas coisas (até mesmo da vida haha) e tira dúvidas – sobre o ashram, sobre yoga, meditação, qualquer coisa. Hoje quem falou foi a Rishi, uma senhorinha que fundou esse ashram junto com uma amiga lá no início dos anos 70. Segundo ela, a amiga divorciou do marido e com 19 mil dólares comprou essa terra. Haviam aqui laranjeiras e as barracas delas. A amiga então teve um sonho em que viu o ashram do jeitinho que ele é hoje 🙂

Rishi então nos convidou para uma tal de salty water party (festa da água salgada) que vai rolar no domingo de manhã. Ela chama de festa porque diz que depois da prática parece que você bebeu haha. Eu vou participar então conto melhor os detalhes no domingo mas basicamente é uma limpeza do sistema digestivo, bebendo água morna com sal intercalando com posições de yoga, idas ao banheiro e limpeza dos mucos. Ela contou que aprendeu essa técnica com o guru dela quando esteve na Índia em 1973.

Depois dessa reunião meu trabalho foi na manutenção da área externa. Basicamente varri e juntei folhas secas que estavam nas escadas, dutos e calhas. Não foi um trabalho pesado mas me tomou muita energia. O calor aqui é diferente da cidade, talvez a humidade ou altitude, sei lá (pausa pra contar que a Windy, uma menina da Malásia, veio aqui no quarto agora me dar um chocolate ❤ ). Enfim, trabalhei essa manhã com Scarlet, australiana de Melbourne. Ela acabou de se formar no ensino médio e ano que vem vai pra universidade cursar Direito pois quer trabalhar com causas humanitárias. Ela é muito querida, miudinha, careca, um sorriso lindo e um coração gigante. Acredito que vai conseguir o que sonha: mudar o mundo! ❤

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Depois do almoço meu trabalho foi housekeeping (limpeza e organização dos quartos/dormitórios, banheiros e áreas comuns). O grupo dessa vez era maior mas na subdivisão trabalhei com Domenico, um italiano gente buoníssima que assim como sua esposa, Francesca, largou um emprego estressante para viajar o mundo fazendo voluntariado. Aliás, várias pessoas aqui fizeram isso e toda vez que conto que estou aqui porque larguei o meu emprego também as pessoas ficam felizes e me dão os parabéns hehe (tão oposto ao que a maioria me diz, infelizmente). E o que dá de gente que vendeu tudo (casa, carro, móveis, tudo) pra de fato ir viver a vida não é brincadeira haha. Enfim, voltando aos italianos, ele era contador gerente e ela professora (doutora) de food design numa universidade [já coloquei dois vídeos dela aqui no blog clique aqui pra ver o post]. Agora vivem felizes mundo afora [no momento que escrevo esse post eles estão no Japão 🙂 ].

No meio da tarde teve o Yoga Nidra como de costume e na aula das 5:15pm teve meditação com a Vedika. Depois disso teve o jantar e ajudei na limpeza da cozinha, li mais um pouco e agora são quase 9:30pm, hora de dormir já hehe.

Boa noite 🙂

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M.

Diário do Ashram – Dia 1

Oi gente!

Esse é o primeiro post do diário que escrevi enquanto estive no Ashram, foram nove dias ao total. Se você não viu os posts anteriores clique aqui pra entender sobre o que estou falando 😉 Vou transcrever aqui exatamente o que escrevi no diário então algumas partes serão repetidas do que já disse no vídeo.

09.12 – Quarta-feira

Cheguei na hora do almoço. Na recepção, peguei o mapa do local junto com a programação das atividades e a roupa de cama. O local é enorme. Vários prédios de dormitórios e áreas comuns. Muita natureza.

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Meu quarto fica num dormitório no alto do morro, tem três beliches mas no momento somente eu e mais duas meninas nesse quarto. Na verdade mais uma porque Kendra, uma alemã, prefere dormir na barraca então só usa o quarto pra guardar suas coisas. A outra menina é a Nina, da Eslovênia.

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As vezes é confuso saber quem faz o que por aqui pois tem os voluntários, como eu, que podem ficar uma semana ou meses, tem os residentes, alguns moram aqui por mais de dez anos, os professores e estudantes de yoga e os visitantes que vem passar o dia, fim de semana ou pra algum workshop específico.

Após o almoço normalmente todos voltam ao trabalho mas como minha semana começa a contar a partir de amanhã eu tive a tarde livre. Todos os dias às 2:30pm tem yoga Nidra que é uma meditação guiada em que ficamos na posição savasana (deitado sobre as costas com as pernas levemente afastadas e os pés levemente inclinados pra fora, palmas das mãos viradas pra cima e braços levemente afastados do corpo). Dura 30 minutos. Logo após a yoga temos o chá da tarde (normalmente chá e frutas). Às 3:15pm todos voltam ao trabalho. Eu fui conhecer o rio pois o calor estava absurdo.

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Às 5:15pm tem outra aula de yoga que perdi porque me enrolei pra chegar e a porta já estava fechada, amanhã conto como é. Às 6pm o jantar é servido. Todas as refeições são vegetarianas sempre com algumas opções veganas também.

Tem toda uma cultura de comunidade aqui, todos interagem, uma lindeza! No jantar sentei numa mesa baixinha dessas que você senta no chão e papeei com várias pessoas, dentre elas Kendra, a alemã, que falou comigo em português (!). Ela passou cinco meses no Brasil pegando carona e pedalando 🙂 Ela está viajando há uns seis anos e nunca faz planos. Conversei também com a Vedika (não tenho certeza como escreve, esse é o nome sânscrito dela, não sei o de nascença), ela é australiana e mora no ashram há anos,  e também conheci melhor uma família australiana, Will, Amy e seus lindos meninos Sammy, Franky e Tiago, sim! foi inspirado por um brasileiro que conheceram por aí. Eles aparentam ter idades entre 2 e 6 anos. O Will é um ex chef de cozinha, Amy não me disse o que costumava fazer, só me disse que assim como eu (e Will) largou um emprego estressante pra viver a vida (pena que pra mim foi só temporário, por enquanto haha). Ela ainda não mora aqui com os meninos, estão só visitando Will que está aqui há algum tempo já, mas vai vender a casa deles em Port Stephens e mudar pro ashram junto com ele e depois vão todos botar o pé na estrada. É muito legal ouvir as histórias de cada um e saber o que os trouxe aqui.

Depois do jantar e da limpeza da cozinha normalmente o tempo é livre, de vez em quando tem alguma atividade. Eu fui para uma das salas comuns pra ler. Às 8:30pm começa o Mouna que é a prática do silêncio e ninguém mais fala até às 7:30 da manhã do outro dia.

Agora são 9pm e vou apagar a luz pra Nina poder dormir haha, amanhã o dia começa às 5am 😮

Boa noite 🙂

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M.

O Ashram e a Alimentação

Oi pessoal!

Um dos aprendizados que mais me marcaram durante o tempo que passei no Ashram foi sobre o nosso relacionamento com os alimentos. Não sabe do que estou falando? Clique aqui pra ver o post sobre o Yoga Ashram em que voluntariei aqui na Austrália!

Almoço

Almoço

Lá a alimentação era vegetariana e vegana. Grande parte dos alimentos vem da fazenda e horta orgânicas do próprio Ashram e também das fazendas vizinhas que trocam alimentos entre si pra que todos tenham uma boa variedade ❤

Não consegui filmar a fazenda mas tinha uma variedade grande de verduras, legumes, folhas, frutas e também tem criação de galinhas, para consumo de ovo somente, e colméias para a extração de mel. Clique aqui pra ver a página do Facebook da fazenda, tem muitas fotos bacanas 🙂

Os turnos de trabalho na cozinha são liderados por algum residente, que geralmente já foi chef algum dia, e os alimentos são sempre frescos e preparados com muito amor. Todos os dias a equipe que vai pra fazenda volta com alguma colheita que vai direto pra uma sala refrigerada separada em caixas etiquetadas com a data da colheita. As sobras das refeições (não dos pratos hein gente, das panelas haha) vão pra geladeira pra serem servidas novamente na próxima refeição. Tudo é bem aproveitado.

As refeições tem os horários certinhos pra serem servidas e esse hábito é maravilhoso! Na hora de se servir você entra na fila com seu prato em mãos e quem trabalhou na cozinha naquele turno vai te servir. Saladas, molhos e temperos ficam numa mesa pra que você mesmo se sirva. Esse sentimento de aceitar algo que alguém preparou pra você, e que até então você não fazia idéia do que iria comer, é tão diferente e tão forte que com certeza foi uma das coisas que mais me marcaram lá. Eu que tô acostumada com o dilema do que cozinhar ou que tipo de comida quero comer fora de casa senti um choque bem grande nos primeiros dias em que eu tinha que comer aquilo que me era oferecido e pronto, com algumas pequenas escolhas de molhos e temperos ou se queria deixar de comer alguma coisa, mas a opção principal era uma só.

Café da manhã

Café da manhã (Arroz apimentado com vegetais, iogurte natural e chá preto com leite)

No início eu adorei isso de não ter que pensar no que iria comer, aí comecei a ter vontades, sabe? aquele chocolatinho de sobremesa, aquele dia que você tá mais pra macarrão do que pra nachos e aí me incomodei um pouco com essa “falta de controle”. Foi depois de uns 4 dias lá que finalmente comecei a entender melhor aquele senso de comunidade que rolava lá dentro do Ashram e aí comecei a me dar conta da importância de cada coisinha. Foi aí que entendi que esse ‘aceitar’ o que te é dado é muito mais que gratidão pelas pessoas que prepararam aquele alimento, é uma gratidão muito maior que acho que nem consigo descrever. Você começa a prestar atenção no que está ingerindo e se sente grato por tudo! Por ter paladar e poder sentir o gosto de cada coisa, pelas plantas que produziram aqueles alimentos, pela terra, o sol, a água, pelas pessoas que plantaram, colheram, cozinharam, pela vida, pela existência, por tudo haha. Papo de hippie, eu sei, mas é esse o sentimento hahaha. Quando você começa a pensar nessas coisas teu relacionamento com a comida muda totalmente e pra sempre.

Hoje de volta a minha rotina normal eu como várias porcarias, mas sempre me sinto muito mal, fisicamente e psicologicamente, porque um sanduíche da lanchonete da esquina pode até ter alimentado meu corpo, mesmo que mal e porcamente, mas não alimenta a alma. Não existe uma conexão com a comida e aí fica aquele vazio que nada preenche, não importa quantas batatas fritas acompanharam o lanche ou quantos sorvetes de sobremesa, o vazio ainda tá lá. Eu achava que esse sentimento era coisa de gordo porque eu sempre tinha isso mas percebi que era porque eu só engolia a comida ao invés de realmente entender o que ela trazia pra mim.

Outra coisa que ouvi lá e trouxe pra minha vida é a quantidade. O tamanho do nosso estômago (ou pelo menos o tamanho que deveria ser) equivale a duas vezes nossas mãos em conchinha, sabe quando você vai beber água da torneira e junta as duas mão em conchinha, assim! duas vezes. Em uma refeição devemos colocar dentro dele dois quartos de sólidos, um quarto de líquidos e um quarto deve ficar vazio. A metáfora foi que o estômago precisa de espaço pra trabalhar assim como uma maquina de lavar roupa, achei ótimo esse exemplo! Outra coisa que essa mesma pessoa falou foi que é como se tivéssemos um fogo queimando lá dentro e que se a comida for leve, quente e magra a digestão é muito mais fácil e rápida. Por exemplo, sorvete que é pesado, gelado e gordo dificulta o trabalho do estômago. O hábito de tomar chá quente nas refeições melhorou muito meu problema de refluxo, por exemplo.

Nesse vídeo aí embaixo você pode ver ela falando sobre essas coisas com mais detalhes e com mais propriedade, mas o vídeo é todo em inglês por isso quis colocar pelo menos esses comentários pra quem não domina a língua. O vídeo também mostra um pouco do Ashram e da fazenda além das entrevistas então vale a pena assistir mesmo assim 🙂

Ele foi feito pela minha querida amiga Francesca Zampollo que é doutora em Food Design, ela tem um projeto chamado “In search of Meaningful Food” (olha o site dela aqui) em português seria algo como “Em busca de alimentos significativos”. Ela entrevista pessoas com o objetivo de descobrir a importância e o significado que a comida tem pra cada um, é um projeto lindo e eu dei a minha contribuição também! Veja a minha entrevista logo abaixo 😀

Vale a pena acompanhar ela no YouTube ou Instagram, ela e o marido estão viajando o mundo e no momento estão na Ásia, acho que na Coréia do Sul pra ser mais exata, e ela sempre mostra coisas muito interessantes dos lugares que visita. Ótimo pra quem ama viagens, culturas e comida 😛

Obrigada pela visita pessoal 😀

M.

 

WWOOF, voluntariando em um Yoga Ashram

Oi pessoal,

Continuando com as minhas experiências de voluntariado aqui na Austrália, hoje vou falar sobre os nove dias que passei em um Ashram 🙂

Um ashram é basicamente uma comunidade onde o objetivo seria promover a evolução espiritual, a maioria deles são hindus e tem orientação de gurus. Nesse ashram que fiquei, apesar de ter vários costumes, símbolos e rituais religiosos, a atenção é voltada a yoga e meditação. A espiritualidade também é muito trabalhada por lá, mas seria como que consequência dos ensinamentos sobre a vida em comunidade e o nosso relacionamento com a natureza.

O Mangrove Yoga Ashram foi fundado em 1974 e desde então vem ensinando o Satyananda Yoga, que é um sistema desenvolvido por Swami Satyananda Saraswati, um mestre de yoga e guru. Ele veio da Índia para a Austrália a convite de uma das fundadoras do ashram e durante suas visitas guiava e ensinava os professores seu estilo de yoga, o que veio a fazer parte do nome do ashram em homenagem a ele. Conhecido como yoga “integral” o Satyananda engloba as maiores ramificações da yoga como o hatha, karma, bhakti, jnana e raja. O objetivo dessa yoga integral seria o desenvolvimento e equilíbrio de todos os aspectos de um ser – corpo, mente, emoções e espírito – levando o praticante a um estado harmonioso do ser.

Nesse vídeo falo mais sobre como era a estrutura do ashram, o trabalho que fiz por lá e como era a programação de um dia típico.

Essa foi a programação dos meus primeiros dias, toda semana essa planilha é atualizada e fica em um quadro na cozinha. O símbolo do Om significa folga, ausência ou quando a pessoa ainda não chegou/já foi embora.

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No vídeo eu mostrei trechos de dois mantras, o Jaya Radhe e o Tvameva (ou Twameva). Segue abaixo as fotos pra quem quiser ver os mantras com calma. Se quiser o áudio completo deixe um comentário e eu te envio 🙂

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Tradução do mantra Tvameva do sânscrito para o português:

Fonte: Centro Flor de Jasmim

Você é minha mãe e Você é meu pai
Você é meu parente e Você é meu amigo
Você é minha sabedoria e Você é minha riqueza
O Senhor é meu tudo em tudo, Oh Senhor dentre os Senhores

 

Nos próximos dias vou postar o diário que escrevi quando estive lá 🙂

Para receber meus posts diretamente no seu email coloque seu endereço aqui na caixa no lado direito e toda vez que eu postar algo novo você recebera na hora 😀

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Obrigada pela visita pessoal 😀

M.

WWOOF, Voluntariando em uma fazenda de flores PARTE 2

Oi pessoal!

Essa é a parte 2 sobre minha primeira experiência voluntariando numa fazenda de flores através do WWOOF Australia. Na primeira parte fiz um vídeo contando mais detalhes sobre a plataforma e como foi a minha experiência. Nele eu falo sobre o que acho importante perguntar aos anfitriões e também dou algumas dicas. Na segunda parte mostro a fazenda, a coleta & processo do mel, um pouquinho das feiras e da cidade 🙂

Para ver a parte 1 clique aqui!

*Para informações completas e atualizadas visite o site: WWOOF Australia

Vista da janela do trem

Vista da janela do trem

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No meu segundo dia de trabalho plantei sementes de espinafre em um canteiro. Aqui são eles depois de nove dias

Espinafre que eu plantei :D

Espinafre que eu plantei 😀

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E aqui, depois de quatorze dias!

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Coleta do mel

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Essa foi minha primeira vez com essa plataforma e com toda certeza muitas mais virão. Eu amei cada segundo, cada detalhe dessa experiência e recomendo altamente que todos façam isso ao menos uma vez na vida! 🙂

Obrigada pela visita pessoal 😀

M.

WWOOF, Voluntariando em uma fazenda de flores PARTE 1

Oi gente!

No post de hoje vou contar como foi minha primeira experiência voluntariando numa fazenda de flores através do WWOOF Australia. A sigla significa World Wide Opportunities on Organic Farms ou Willing Workers on Organic Farms. Basicamente, é um site que serve como ponte entre fazendeiros e voluntários. É uma rede mundial, apesar de cada país ter seu próprio site e cadastro. Como voluntário você trabalha aproximadamente 4-6 horas por dia e em troca recebe acomodação e alimentação. Essa é uma ótima maneira de conhecer lugares novos e principalmente de conhecer a cultura local. Para usar o site é preciso fazer um cadastro e pagar uma anuidade (na Austrália são $70) e então você pode começar a procurar as fazendas que te interessam, anunciar/ver anúncios nos fóruns e contatar os anfitriões.

Essa foi minha primeira vez com essa plataforma e com toda certeza muitas mais virão. Eu amei cada segundo, cada detalhe dessa experiência e recomendo altamente que todos façam isso ao menos uma vez na vida! 🙂

Fiz um vídeo contando mais detalhes e mostrando a fazenda que fiquei, mas ele ficou muito longo então dividi em duas partes. Nessa primeira parte tem uma introdução sobre como foi a minha experiência e uma visão geral sobre a plataforma. Nele eu falo sobre o que acho importante perguntar aos anfitriões e também dou algumas dicas. A segunda parte mostrando a fazenda, fica pro próximo post 😀

*Para informações completas e atualizadas visite o site: WWOOF Australia

Já que o vídeo foi longo o texto vai ser curtinho hehe.

Para ver a parte 2 clique aqui!

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M.

    

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