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Fraser Island – Wanggoolba Creek, Eli Creek, The Pinnacles & Indian Head

Olá pessoal! Mais um post sobre a Fraser Island 😀 Para ver o primeiro post sobre a ilha clique aqui.

Começamos o dia pela trilha próxima ao camping que era na Central Station. A trilha, em mata fechada, era de nível fácil e cheia de plantas lindas e gigantes pra apreciar. Fomos até Wanggoolba Creek que é um local sagrado para o povo Butchulla. Hoje em dia o local é aberto ao turismo mas antes da chegada dos europeus esse era um local que poderia ser frequentado somente por mulheres, era onde elas tinham seus bebês. A água do rio é considerada sagrada então bebê-la é como uma benção dada pela natureza ❤ Nesse rio, banho não é permitido.

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Eli Creek é o maior rio da costa leste da ilha, ele deságua até 4 milhões de litros de água no mar por hora! A água gelada é uma delícia pra refrescar no calor que faz por lá. O local é ótimo pra fazer um picnic e passar o dia, super popular entre os visitantes. Tem uma trilha suspensa ao lado da água que vai mata adentro e no final dela você pode entrar na agua e se deixar levar pela correnteza até a praia.

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O The Pinnacles são penhascos de areia colorida na parte leste da ilha. Eles se formaram há centenas de milhares de anos quando minerais foram filtrados pela areia e foram expostos nas dunas. Com o passar dos anos, o vento e a agua então moldaram os penhascos no formato que vemos hoje. Foram contabilizadas até 72 tons diferentes de cores de variedades de amarelo, laranja, vermelho e marrom. A lenda aborígine sobre esses penhascos, que também são sagrados pra eles, conta a estória de uma mulher jovem chamada Wuru que foi prometida em casamento a um homem mais velho, Winyer, mas ela se apaixonou por Wiberigan, a serpente arco-íris. Wuru visitava a praia todos os dias para estar com Wiberigan, um dia Winyer a seguiu e num surto de ciúmes atirou seu boomerang nela mas Wiberigan a protegeu e foi acertado. Ele se despedaçou em milhares de pedaços que caíram sobre a areia colorindo os penhascos. Wuru escapou ilesa e a partir de então o The Pinnacles se transformou num local de sorte para mulheres.

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PERIGO. Um dingo agressivo frequenta essa área

 

O Indian Head é a ponta mais ao leste da ilha. Fica no final da 75 Mile Beach (que é a praia comprida que serve como estrada). Foi nomeada pelo Captain Cook quando ele passava por lá e avistou alguns aborígenes no alto do penhasco. Foi criada por atividade vulcânica há aproximadamente 50-80 milhões de anos atrás. Do alto da Indian Head podemos ter uma visão de  360° e é bem comum avistar animais marinhos lá do alto. Nós vimos um tubarão e tartarugas marinhas.

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Nem preciso comentar que a Fauna e Flora da ilha são incríveis né?! Tem muitas, mas muitas, espécies diferentes por lá e a cada passo você avista algo diferente pra apreciar. Nesse dia vimos essa águia linda que tinha acabado de garantir seu almoço. E mais dingoes claro 😀

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Um videozinho pra mostrar melhor nosso dia 😀

Senta que lá vem historia…

Uma história engraçada desse dia. Era dia 25 de dezembro e queríamos preparar um jantar de Natal. Fomos no mercadinho na vila próxima ao camping (próxima que eu digo seria uma meia hora de carro porque próximo mesmo era só mato haha), vi uma plaquinha na frente de uma casa dizendo que vendiam camarões, fomos eu e Clélia lá comprar alguns. O tiozinho simpático mandou a gente entrar e foi pegar a balança pra pesar, acabou que passou um meio quilo mas ele tava mais preocupado me explicando o jeito que eu devia preparar os camarões e em papear que acabou nos dando o excesso de presente 🙂 Ele me disse que eu deveria deixar os camarões de molho em água do mar por um tempo e depois servir com limão e pimenta. Como eu não tinha como pegar a agua ele ainda me deu um baldinho pra ir la buscar. Clélia foi encontrar o Dani e o Ronaldo no mercado e eu fui ate a praia com o baldinho em uma mão e a sacola de camarões na outra. A vila fica bem próxima da praia mas é cercada para os dingoes não entrarem lá, tem só um abertura para os carros. Enfim, tinha que caminhar um pouco até chegar na água. Peguei o tanto que precisava e quase chegando no portão da vila parei pra colocar os camarões na água ali mesmo. De repente eles chegam apavorados pra que eu entrasse no carro, eu achando que era devido ao horário, estava escurecendo e seria mais difícil voltar pro camping naquelas estradas de areia no escuro, fui andando em direção ao carro pensando “poxa espera um minutinho, só queria por os camarões ali pra já ir marinando #xatiada” hahaha. Quando entrei no carro me mostraram o dingo do outro lado do carro de cabeça baixa, orelhas pra cima e pelos arrepiados pronto pra me atacar. Eles chegaram na hora certa! E fui salva de levar umas belas de umas mordidas. Por isso repito: ande em grupos e de preferência não de bobeira com comida haha.

O mercadinho da vila

O mercadinho da vila

Comprando os camarões

Comprando os camarões

Simulação hahaha

Simulação hahaha

O tal risoto :P

O tal risoto 😛

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Ainda tem mais um post sobre a Fraser Island, nesse mostro o encantador Lake McKenzie!

Obrigada pela visita pessoal 😀

M.

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Saindo de Victoria – Dia 11

Continuando a estrada sentido Sydney soubemos de um veleiro que encalhou na praia em 1897 num lugar chamado Trinculo que fica na Ninety Mile Beach mas não sabíamos a localização correta então fomos parando em todas as praias até acharmos o tal do veleiro. Como as praias eram todas muito parecidas deixo aqui a foto da nossa preferida, a Seaspray Beach 🙂

Seaspray Beach

Seaspray Beach

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Esqueleto do veleiro no Trinculo

Esqueleto do veleiro no Trinculo

Passando por Sale fomos ver a famosa ponte de engrenagens (Swing Bridge) que fica sob o rio Latrobe. Projetada por John Gainger e construída em 1883 pelo governo de Vitória foi a primeira ponte móvel construída no estado. Sua estrutura de ferro forjado de 45m de comprimento gira em torno de colunas cilíndricas de aço. No seu auge ela era aberta aproximadamente 20 vezes por dia, atualmente ela abre uma ou duas vezes por semana, aos sábados se não me engano (não lembro da informação correta e não encontrei nada a respeito na internet, então me desculpe se eu estiver errada). Em 2003 iniciou-se uma restauração que terminou somente em 2006. A ponte aparece no filme The Tender Hook, de 2008.

The Swing Bridge

The Swing Bridge

The Swing Bridge

The Swing Bridge

The Swing Bridge

The Swing Bridge

Ao lado da ponte tem uma escultura representando uma canoa Aborígene feita de casca de árvore e nela podemos ler a estória da criação do povo Gunnai Kurnai. Com a chegada dos europeus muitos aborígenes foram mortos nos confrontos, estima-se que atualmente cerca de 3000 Gurnai Kurnais vivem na região que hoje é conhecida como Gippsland. A lenda conta que Boorun, o pelicano veio do noroeste pelo rio The Macalister, cruzou com o rio Latrobe perto do ponto onde hoje existe a ponte, caminhou sentido Port Albert carregando a canoa em sua cabeça, ao longo do caminho ele ouviu um som de uma batida constante mas nao identificou do se tratava. Ao chegar em um ponto mais fundo desceu a canoa e para sua surpresa havia uma mulher dentro dela, ela se chamava Tuk, o pato almíscar. Ele ficou muito feliz ao vê-la e ela se tornou sua esposa. Foi deles que descendeu o povo Gunnai Kurnai.

Escultura representando uma canoa Aborígene

Escultura representando uma canoa Aborígene

Após longas horas de estrada saímos do estado de Vitória e passamos a noite em um hotel em Bega em New South Wales (Nova Gales do Sul em português).

Gellibrand River Mouth – Dia 5

Véspera de Natal!

Resolvemos ficar no camping mesmo e conhecer a prainha que tem aqui por perto onde desemboca o rio Gellibrand (aquele da pescaria).

Gellibrand River

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